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Exames complementares Por Dr Julien Gozlan · 22/01/2026
OCT-angiografia

OCT-angiografia

Dr Julien Gozlan
Dr Julien Gozlan
Cirurgião oftalmologista · Especialista em catarata e retina · Paris 16

A angiografia por OCT (ou OCT-A) é uma técnica de imagiologia recente que permite visualizar a circulação sanguínea da retina e da coroide sem injeção de corante. Complementa o OCT macular convencional e a angiografia com fluoresceína. O Dr. Julien Gozlan, cirurgião oftalmologista em Paris 16, explica o princípio, as indicações e os limites da angiografia por OCT.

O que é a angiografia por OCT?

A angiografia por OCT é uma evolução do OCT estrutural. O aparelho realiza cortes muito finos da retina, mas também aquisições repetidas no mesmo local. Ao analisar as microvariações de sinal entre duas captações, deteta o movimento dos glóbulos vermelhos nos pequenos vasos.

A partir destas informações, um software reconstrói mapas vasculares camada por camada: plexo superficial, profundo, coriocapilar… Obtém-se assim uma verdadeira "angiografia" sem picada nem injeção de corante, unicamente a partir do movimento sanguíneo.

OCT-A: que camadas vasculares podem ser analisadas?

Um dos principais interesses da angiografia por OCT é a segmentação: a imagem é dividida em planos sucessivos para visualizar diferentes redes vasculares. Na prática, estudam-se sobretudo:

Esta análise "por camadas" permite compreender por que razão um paciente pode sentir uma diminuição da visão quando o OCT estrutural é por vezes discreto: a microcirculação pode estar afetada antes das alterações anatómicas visíveis.

Em que casos a angiografia por OCT é útil?

A angiografia por OCT é particularmente interessante para:

É particularmente interessante quando se pretende multiplicar os controlos ao longo do tempo, sem repetir injeções de corante a cada vez.

Como decorre um exame de angiografia por OCT?

O exame é rápido e indolor. Realiza-se na posição sentada, com o queixo apoiado num suporte e a testa encostada a uma barra. Não há picada nem injeção.

É-lhe pedido que fixe um ponto luminoso no aparelho. Em poucos segundos, o OCT realiza aquisições estruturais e "angiográficas". É importante permanecer imóvel e fixar bem, pois movimentos do olho podem gerar artefactos na imagem.

A angiografia por OCT pode ser realizada com ou sem dilatação, conforme a transparência dos meios e a qualidade esperada das imagens. O resultado está disponível imediatamente para interpretação.

O que mostra a angiografia por OCT

A angiografia por OCT fornece vários tipos de imagens:

O exame permite assim localizar com precisão as anomalias vasculares, verificar se ainda estão ativas e acompanhar a sua evolução sob tratamento.

Interpretação: como se reconhece um neovaso na OCT-A?

Na prática, a angiografia por OCT é muito útil para identificar redes vasculares anormais. Um neovaso coroideu apresenta-se frequentemente como uma estrutura "em renda" ou "em arbusto", mais ou menos densa, nos planos profundos.

Procura-se nomeadamente:

Por outras palavras: a OCT-A mostra a rede, e o OCT estrutural mostra frequentemente as consequências na retina.

Angiografia por OCT, OCT convencional e angiografia com fluoresceína: quais as diferenças?

O OCT macular estrutural mostra sobretudo a arquitetura das camadas retinianas, a angiografia por OCT concentra-se na microcirculação, e a angiografia com fluoresceína visualiza a difusão de um corante nos vasos.

Na prática:

Em muitos casos, a OCT-A e a angiografia com fluoresceína são complementares: a primeira mostra o mapa detalhado dos vasos, a segunda a intensidade das fugas e a perfusão mais ampla da retina.

Limites e artefactos da angiografia por OCT

Como qualquer exame, a angiografia por OCT tem os seus limites. As imagens podem ser difíceis de interpretar em caso de:

O aparelho pode também gerar artefactos (contornos duplos, "projeção" vascular, falsas ausências de fluxo) que requerem experiência específica para serem reconhecidos. O interesse da OCT-A avalia-se sempre em associação com o exame clínico e as restantes imagiologias disponíveis.

Qual o interesse concreto para o paciente?

Para o paciente, a angiografia por OCT proporciona:

Na prática, a OCT-A contribui para adaptar o ritmo das injeções intravítreas, confirmar a estabilidade de uma mácula ou detetar mais precocemente uma reativação da doença.

Perguntas frequentes sobre a angiografia por OCT

É doloroso?

Não, o exame é totalmente indolor. Não há picada, nem injeção, nem contacto com o olho na grande maioria dos casos. Basta fixar uma mira durante alguns segundos enquanto o aparelho regista as imagens.

É necessário estar em jejum?

Não, não é necessária qualquer preparação alimentar. Pode comer e beber normalmente antes de uma angiografia por OCT.

Pode-se conduzir após uma angiografia por OCT?

Se as pupilas tiverem sido dilatadas, a visão pode ficar turva e encandeada durante algumas horas: nesse caso, é preferível evitar conduzir logo após o exame. Na ausência de dilatação, a condução é geralmente possível, desde que a sua visão esteja confortável e estável.

A angiografia por OCT substitui a angiografia com fluoresceína?

Não, não completamente. A angiografia por OCT visualiza os vasos ao cartografar o fluxo, mas não mostra diretamente as fugas como a angiografia com fluoresceína. Explora também menos bem a periferia retiniana. Em muitas situações, os dois exames são complementares, e a escolha depende da questão clínica (atividade de um neovaso, edema, isquemia, etc.).

Por que se fala de artefactos nas imagens?

Porque a OCT-A reconstrói a vascularização a partir de microvariações de sinal entre várias aquisições. Alguns elementos podem então "falsear" a imagem: movimentos do olho, pestanejos, catarata, opacidades, sombras projetadas ou erros de segmentação. Estes artefactos podem criar falsos vasos, mascarar um fluxo real ou dar a impressão de uma anomalia. Por isso, a interpretação é sempre feita cruzando o OCT estrutural, o B-scan e a qualidade da segmentação.

Em que casos a OCT-A é sobretudo útil na prática?

É particularmente útil para pesquisar um neovaso (DMRI, miopia forte, paquicoroide), acompanhar certas patologias vasculares (retinopatia diabética, oclusões venosas), analisar a microcirculação macular e comparar a evolução ao longo dos controlos, sem injeção. Ajuda também a detetar redes neovasculares pouco visíveis na angiografia clássica em determinados contextos.

Quanto tempo dura o exame?

O exame dura alguns minutos. A aquisição em si demora apenas alguns segundos por olho, mas pode ser necessário repetir uma captação se a fixação não tiver sido ideal, ou realizar vários campos (3×3, 6×6, 12×12) conforme a indicação.

É necessário repetir a OCT-A com frequência?

Depende da doença e da sua atividade. No caso de acompanhamento de um neovaso ou de um tratamento por injeções intravítreas, a OCT-A pode ser repetida para vigiar a microcirculação, pesquisar uma reativação e complementar o OCT estrutural. Noutras situações mais estáveis, é realizada apenas pontualmente, quando o exame fornece informação útil para a decisão terapêutica.

📍 Consulta no Consultório Oftalmológico Paris – Auteuil

O Dr. Julien Gozlan utiliza a angiografia por OCT em complemento do exame clínico para analisar em detalhe a sua mácula, adaptar o ritmo dos tratamentos e assegurar um acompanhamento personalizado das doenças retinianas.

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